Halloween no Clube Curitibano

“Quando concordei em contar histórias no Clube Curitibano, nem de longe imaginava em tudo no que ia passar. Com o sábado da contação se aproximando, fui ficando cada vez mais nervosa e, na última noite, acordei tendo enjôo. Logo de manhã, no caminho para o Clube, deixei o terror tomar conta de mim, mas, quando cheguei lá, foi desconcertante: de repente, estava supercalma. Havia umas vinte crianças e dez adultos. O ambiente estava todo arrumado para o “Halloween”. Tinha uma bruxa boazinha e gostosuras.

Comecei contando a história do cocô. As crianças ficaram muito empolgadas e surpresas por existir histórias de cocô. Depois contei a “Bolsa, bolsinha, bolsona”. Elas fizeram coro, me acompanhando.

Disse que existe um lugar chamado “Era uma vez”, que tem um baú enorme com todas as histórias e que, quando a gente toca o pin, uma história entra dentro do chapéu.

Depois fiquei provocando eles, perguntando se tinham coragem de ouvir histórias de bruxas.

– Será que vocês são corajosos? Se vocês são tão corajosos, acho que estou usando o chapéu errado. Quem sabe, se eu trocar de chapéu, as bruxas aparecem?

Troquei o chapéu por outro que havia levado e as bruxas “apareceram”.

Contei “A festa das bruxas” e depois “A bruxa que encolhia crianças”,e mostrei pra elas a bruxa encolhida que hoje mora dentro da minha mochila.

Nesse dia, não me reconheci. Havia sentido um pavor enorme antes de ir contar, mas, quando ultrapassei o pavor, desbundei.”

Depoimento de Joyce Foloni, contadora voluntária da Casa, na roda promovida mensalmente no Clube Curitibano, Curitiba-PR.

No comments yet.

Leave a Reply